SEJA CONSCIENTE E INTELIGENTE!
Sua decisão é muito importante para toda a nação brasileira!
Lembre-se que o seu futuro e o dos seus patrícios está nas suas mãos.
Por isso, você precisa agir com consciência e inteligência na hora de votar.

Domingo, Abril 05, 2009

Navegadores de Internet


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Sábado, Abril 04, 2009

Vereadores imbecilóides

Representantes do povo e apresentadores televisivos, entre outros, têm falado bobagens e criticado a Administração Municipal anterior, por ter aplicado a cor vermelha em várias obras realizadas na cidade de Itajaí.
Embora seja prática comum da maioria, senão de todos os governantes municipais, estaduais e federal, os cidadãos brasileiros, eleitores e não-eleitores, realmente deveriam condenar a colocação de “marca” política em patrimônio público.
Enfatizamos que nas construções, nos equipamentos, nos materiais e nas demais coisas públicas teriam que ser empregadas apenas as cores dos símbolos (armas, bandeira, brasão, etc.) do município, do estado e do país. Ou não sendo possível, que pelo menos não se utilize as cores de bandeiras de partidos políticos.
Agora, o que não podemos aceitar é que vereadores ignorantes critiquem o governo Volnei José Morastoni (PT, 2005-2008), por ter pintado as linhas delimitadoras das ciclofaixas (que não são ciclovias, como sempre temos dito) na cor vermelha.
Os atuais e os ex-vereadores imbecilóides, alguns dos quais advogados, têm dado clara demonstração de que não leram (ou se o fizeram, não apreenderam) o novo Código de Trânsito Brasileiro - CTB (Lei n.° 9.503, de 23 de setembro de 1997).
Os vereadorzinhos tolos, incluso os que fizeram parte do governo Jandir Bellini (PP), em seu primeiro (1997-2000) e segundo (2001-2004) mandatos, deveriam, isso sim, ter criticado à época a pintura das linhas delimitadoras das ciclofaixas na cor amarela – em desacordo com o CTB, que diz que deve ser de cor vermelha.
E por falar em símbolos pátrios, esses paladinos da ignorância, inclusive membros de outras câmaras municipais e deputados estaduais, não se importam com a ilegalidade cometida pelo governo Luiz Henrique da Silveira (PMDB), que desfigurou o estandarte do Estado de Santa Catarina; para usar ilegitimamente o símbolo maior dos catarinenses para fazer propaganda político-partidária? E esse crime execrável, senhores politiqueiros, consta do processo de cassação do governador peemedebista Luiz Henrique?
Se não são conhecedores nem defensores da Lei, como se tem observado, os “nobres” edis teriam a obrigação de, no mínimo, consultar as normas antes de sair por aí falando asneiras e fazendo críticas errôneas e infundadas.
E pensar que os politicalhos abestalhados que estão ou estiveram na Câmara Municipal também são ou eram responsáveis pela elaboração de leis que regulam a vida da cidade.
Como formadores de opinião, os profissionais da mídia não deveriam incorrer no mesmo erro dos vereadores imbecilóides de Itajaí e de outros municípios de Santa Catarina e do Brasil.
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
[DL, 04 e 05/04/2009, p. T28]

Segunda-feira, Março 09, 2009

Sobre o DC [Coitada da moça!]

Eu discordo de muita coisa que Luiz Carlos Prates, colunista do jornal Diário Catarinense e comentarista da RBS TV diz, mas concordo plenamente com sua crônica intitulada "Coitada da moça!", por considerar o assunto deveras salutar para toda e qualquer pessoa, homem ou mulher, pai ou mãe, filho ou filha, jovem ou não.
Nelson Heinzen,
Itajaí -SC.
[DC, 09/03/2009, p. 29]
=> Veja, abaixo, a crônica de Luiz Carlos Prates.

Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009

Casas fajutas para os flagelados

Governantes municipais, estaduais e federal e outros políticos demagogos e demais indivíduos inescrupulosos e oportunistas procuram tirar proveito da desgraça pública.
Sabemos que uma porção dos donativos (materiais) não chega às mãos das pessoas necessitadas. E igualmente às verbas públicas, muito do dinheiro de doações para ajudar os flagelados e reparar prejuízos causados pelas enchentes será desviado.
Como sempre acontece, boa parte dos valores financeiros doados pelos brasileiros e estrangeiros solidários – comovidos com a calamidade provocada pelas cheias em vários municípios do Estado de Santa Catarina – está sendo mal empregado.
Citamos como exemplo as “casas” que estão sendo feitas para os flagelados no bairro da Murta, na cidade de Itajaí. São seis casinholas de 30m² construídas em pinus (pinus elliottii) - inclusive as estacas -, madeira imprópria para essa finalidade.
Porque mesmo que seja tratada quimicamente, prolongando um pouco sua durabilidade, a madeira de pinus apodrece fácil em contato com a umidade e também é atacada por cupins. É, portanto, um material que não presta para a construção de casas na nossa região.
Além disso, com exceção do banheiro, as casinhas são fabricadas inteiras com materiais inflamáveis. Em caso de incêndio numa delas, além da habitação sinistrada da própria família moradora, também as dos seus vizinhos correm o risco de serem destruídas pelo fogo devido a pouca distância entre as mesmas.
E, pior, os barracos de madeira tomaram o lugar de casas de alvenaria de 42m², que fariam parte de um conjunto de 82 unidades habitacionais em construção no mesmo terreno.
Apostamos que os inundados contemplados não vão ficar muito tempo morando nos diminutos casebres de pinus – que “parecem casinhas de boneca”, como disse uma apresentadora de TV nacional em visita à primeira família instalada no local. Certamente essas pessoas vão querer mudar-se para casas de alvenaria no mesmo aglomerado, maiores e mais decentes, tão logo estas fiquem prontas.
Conjeturamos, assim, que os barracos de madeira de qualidade duvidosa lançados como definitivos na Murta, serão demolidos num futuro próximo.
Ainda que fosse uma solução provisória, o conjunto de casinholas de madeira deveria ter sido construído em outro terreno do Município. Pois aquela área também foi inundada pela cheia de novembro deste ano [de 2008], com lâmina d´água de mais ou menos um metro.
Aliás, ao invés de aplicar nos casebres de madeira, o dinheiro provindo dos doadores deveria ter sido investido na conclusão – no caso da Murta – das casas de alvenaria inacabadas do conjunto ali existente, algumas das quais já cobertas, que prontas ficariam em menos tempo e com gastos menores. [Se existe legislação impedindo isso, que detone-se a lei!]
Conforme noticiado na mídia, pelos planos dos bem-intencionados dirigentes (ou pelo menos acreditamos que assim o sejam) de uma grande emissora de televisão brasileira – que lançou campanha nacional de arrecadação de dinheiro para reconstruir Santa Catarina –, seriam edificadas milhares (a realidade indica que serão apenas algumas dezenas, talvez centenas) de “casas” iguais às levantadas na Murta, em vários municípios, para os barrigas-verdes desabrigados pelas enxurradas e pelos deslizamentos de terra devido a várias semanas consecutivas de chuva.
Enfatizamos que não interessa ao povo de Santa Catarina bater recorde (record, em inglês) de casas mal construídas. Ainda que em menor quantidade, seria mais importante construir casas em tamanho maior e de melhor qualidade e mais seguras.
O propósito primeiro deste escrito seria instigar os benfeitores (?) televisivos e as autoridades a rever o projeto de construção de casas populares para os flagelados. Não é admissível que o dinheiro angariado seja empregado em habitações mal feitas, e plantadas em áreas que sofrem inundação. Temos que evitar que novos habitáculos de qualidade inferior sejam erguidos em Itajaí e em outras cidades catarinenses.
Tanto as pessoas que fazem doações voluntárias quanto as beneficiárias de donativos e casas de habitação merecem mais respeito. O desmazelo dos responsáveis pela gestão dos dinheiros doados é condenável. Exigimos mais responsabilidade e correção dos nossos governantes e de quem mais envolver-se na reconstrução e recuperação do nosso Estado, especialmente quanto a aplicação dos importantes recursos solidários.
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
[DL, 27/02/2009, p. 14]

Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009

Coitada da moça!


"Ah, todo mundo faz, por que eu não posso fazer?
– Se todo mundo está fazendo e eu tenho vontade de fazer, por que não?
E em assim pensando multidões de jovens atiram-se nas águas sujas da piscina dos modismos. Exemplo? Pois não, e muitos. Piercings e tatuagens.
Venho a este assunto porque ontem passei por uma jovem mulher, quase posso chamá-la de garota, uma representante desses tipos sujos, “alternativos”, desses tipos que só vão valorizar pai e mãe quando eles estiverem mortos. Isso se o fizerem, e olhe lá... A tal mulher, numa prova de desleixo existencial, de falta de respeito por si mesma, estava sentada num beira de calçada, carregava uma mochila. Devia estar esperando alguém, uma condução ou juízo para melhorar a cabeça. Não sei. Só sei que notei-lhe tatuagens por onde a pude ver. Coitada, que baixa autoestima, que miserável existencial. Ou acaso será diferente disso quem transforma seu corpo numa parede de penitenciária? Um corpo cheio de riscos, de desenhos, de nadas...
Fiquei pensando naquela mulher na velhice. Que coisa ridícula, que tristeza uma velha toda riscada pelo corpo. Sim, porque aquelas pinturas todas pelo corpo dela só se vão na sepultura, só então. Uma velha cheia de tatuagens, que ridículo. Sim, ela um dia será uma velha. Enquanto não o é, é uma figura triste. Como tristes são todos os jovens que não se respeitam, que fumam, que cheiram drogas, que se entorpecem com todo tipo de bebida, que precisam de “bengalas” químicas para poder enfrentar os vazios de suas vidas vazias. Mas tudo pode ser diferente, ah, que pode, pode.
Basta querer e ter um pouco de consciência. Como dizia Nelson Rodrigues, juventude é um mal que passa. E acrescento: e passa rápido. Envolver-se com estudos, trabalhos, artes, ciências, boa linguagem, asseios no corpo físico e cuidados de espírito fazem qualquer jovem atraente, bonito, bonita e, mais que tudo, de uma “riqueza” duradoura. Nada tendo do que se arrepender mais tarde. Tão simples, são “caretamente” simples, mas tão eternamente gratificante. E quem não pode? Os pífios não podem, os que seguem os rebanhos da moda não podem, os que não se respeitam não podem.
Será que aquela triste moça da beira da calçada se acha bonita toda riscada, toda desenhada pelos braços, pescoço, imagino que até em outra áreas do corpo, será? Coitada.
Talvez proteste contra os pais, se o fizer vai se arrepender até o fio dos cabelos. Quem machuca os pais, não tenha dúvida, leitora, vai direto para a ardência do cão..."
LUIZ CARLOS PRATES,
Diário Catarinense, 18/02/2009, p. 2.
=> Para ver no site ClicRBS, clique em: Coitada da moça!.

Quinta-feira, Agosto 07, 2008

Protesto Alaranjado!

Não podemos permanecer passivos e ser coniventes com a violência.
Os abusos contra os direitos humanos em qualquer parte do planeta devem ser condenados pelos povos de todas as nações.
São inadmissíveis o massacre de milhares de cidadãos no Iraque em decorrência da injustificada invasão pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha – imperialistas inescrupulosos e açambarcadores –, a matança causada pela guerra civil em Myanmar (ex-Birmânia), a repressão e o genocídio perpetrados pela China no Tibete, entre muitas outras atrocidades havidas nos quatro cantos do globo, em conseqüência de guerras e conflitos civis.
E não esquecendo da violência cotidiana que impera na cidade e no campo, ceifando quantidade inumerável de vidas humanas no Brasil e no resto dos países da Terra.
Nenhuma circunstância justifica as barbáries da civilização (?) humana.
Se, isoladamente, não temos como praticar ações mais efetivas para debelar os crimes abomináveis do mundo, podemos ao menos manifestar nossa indignação e contribuir, ainda que minimamente, com todo e qualquer movimento legítimo contra violação de direitos humanos.
Por isso, defendendo a eqüidade, a liberdade, a não-violência e a soberania das nações, apoiamos o The Color Orange e os ativistas e manifestantes que pretendem realizar protestos em prol dos direitos humanos usando roupas e objetos de cor laranja durante a realização das Olimpíadas de Pequim 2008.
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
=> Você também pode participar junto ao site do The Color Orange.

Domingo, Julho 27, 2008

Pensamento racional!

A maioria das pessoas é bitolada, sobretudo quanto à religião. Todos deveriam ter uma visão maior acerca de crença.
Quem só vê um lado da questão e ignora outras facetas, não pode dizer estar do lado da verdade nem julgar os outros como errados, porque pensam de forma diferente.
Nelson Heinzen,
Itajaí -SC.
=> Para refletir, clique em: Qualquer Deus serve.

Sábado, Março 22, 2008

Dia Mundial da Água

No dia 22 de Março celebra-se o Dia Mundial da Água.
O que que cada um de nós tem feito pela preservação da água?
Reflitamos sobre como fazemos uso da água no dia-a-dia.
Nelson Heinzen,
Itajaí -SC.
=> Clique no título acima e veja uma apresentação em flash, do Ministério do Meio Ambiente.

Quinta-feira, Março 20, 2008

Escrevendo errado na internet

A carta pessoal e a correspondência comercial em papel têm sido substituídas, com certa vantagem, pelo e-mail (mensagem eletrônica), devido sobretudo ao custo menor do correio eletrônico e à celeridade com que a mensagem chega ao destinatário.
Impressionante o número de e-mails recebido com texto incorreto. Nota-se que no ‘electronic mail’ (email) os escrevinhadores, muitos escolarizados e com bacharelato, são mais descuidados, não se sentem obrigados a expressar-se corretamente.
Em parte, a ausência de acentos e pontuações e a aglutinação e abreviações de palavras seriam decorrentes do uso da linguagem dos internautas - a qual os conservadores renegam -, muito empregada em mensageiros instantâneos de internet, salas de bate-papo, diários e comunidades virtuais.
A maneira “esdrúxula” dos internautas, em sua maioria adolescente, se expressarem – usando neologismos ininteligíveis para os mais velhos ou menos atualizados – tem prejudicado sensivelmente o aprendizado da nossa língua oficial, a língua portuguesa, haja vista que escolares e vestibulandos têm entremeado expressões da linguagem típica da internet em trabalhos, redações, provas.
Mas há que se separarem esses ambientes internéticos, em que talvez seja aceitável trocar a qualidade pela agilidade na comunicação, do mundo real – do qual o e-mail também faz parte –, onde as regras gramaticais devem ser respeitadas.
Entendemos que o teor da mensagem pessoal - ou não - deva ser mais importante que a ortografia, e que além da informação, transmita (se objetivado) o sentimento do escrevedor.
Mas escrever correto o português é deveras salutar, e as pessoas deveriam preocupar-se mais com isso, mesmo ao rabiscar uma mensagem eletrônica informal e singela destinada a seu próximo.
Para não cometer erros crassos na escrita, inclusive na redação de e-mails, seria essencial consultar o pai-dos-burros (dicionário). Com isso, maltrataríamos menos a nossa língua pátria e agradaríamos mais nossos leitores.
Enfim, devemos sempre procurar escrever corretamente, ou se inerudito, minimizar os erros de português. Vale ressaltar que os maus escritos prejudicam a imagem da pessoa ou empresa, e podem resultar na perda de negócios, empregos e outras oportunidades importantes.
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
[DL, 19/03/2008, p. T20]

Sábado, Março 08, 2008

Dia Internacional da Mulher

"A data de 8 de março como Dia Internacional da Mulher começou a ser comemorado em 1910 e foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1977, convertendo-se no símbolo de uma longa história de reivindicações como o direito ao voto, a legalização do aborto e, ainda hoje em dia, a igualdade trabalhista."
Infelizmente, assim como a grande maioria de homens despossuídos, "[...] as mulheres ainda devem lutar por seus direitos fundamentais reconhecidos ou acabar com a violência e as persistentes desigualdades de que são vítimas".
A tão decantada DEMOCRACIA não passa de balela. Não existe igualdade de bens, de direitos, de nada.
A maioria das pessoas e dos países são pobres, e assim permanecerão por muito tempo ainda.
Que 'Democracia' é essa que, em pleno Século 21, constrói uma muralha em suas fronteiras, como faz os Estados Unidos, para impedir que brasileiras e brasileiros e outros latino-americanos possam participar das 'benesses' (ou ser escravos?) do capitalismo selvagem estadunidense???
Vale lembrar que, em 1989, o Muro de Berlim foi derrubado por pressão estrangeira, inclusive dos Imperialistas Yanques.
Que as MULHERES e os homens do mundo inteiro, desejosos de dias melhores para todos os povos, persistam na luta pela eqüidade absoluta, independente de nacionalidade, raça, etnia, língua, cor, credo ou sexo.
Nelson Heinzen,
Itajaí-SC.
=> Para ler mais, clique no título do texto.

Quinta-feira, Dezembro 13, 2007

Incréus com a razão

No artigo “A moda Deus”, publicado no jornal A Notícia, seção Opinião (8/12, página 2), embora com propósito diverso, o teólogo Leonardo Boff confirma que a religião não passa de fantasia, de utopia, de abstração – não obstante muita gente acredite em milagre, noutra vida ou na vida eterna proclamadas pelos pregadores e doutrinantes religiosos.
O número elevado de seguidores das várias igrejas – incluindo as seitas extremistas – evidencia que a maioria das pessoas não consegue viver sem crenças ilusórias. E é disso que se aproveitam os missionários e exploradores da fé popular.
Se Boff e os demais crentes estivessem com a razão ao defender os princípios religiosos, também deveriam acreditar que, utilizando-se apenas de seus dotes naturais, poderiam, entre outros atos sobrenaturais, caminhar normalmente sobre as águas dos oceanos, voar literalmente pelos espaços aéreos, trespassar matérias sólidas, transpor-se instantaneamente de um ponto a outro (longínquo) do universo.
Quem prima pela racionalidade – pensa e age com a razão – não acredita em algo ilógico ou sem fundamentação concreta alguma.
Nelson Heinzen,
Itajaí.
[AN, 12/12/2007, p. 3]

Sábado, Março 03, 2007

Cultura Big Brother

Quem critica a qualidade da programação da televisão brasileira demonstra que pouco ou nada entende desse meio cultural colossal. Tudo que é transmitido pelas TVs, incluindo os programas enlatados importados, sem exceção, possui supremo valor informativo, instrutivo e cultural, além de proporcionar o melhor entretenimento a toda população tupiniquim.
O aprendizado, a formação, o aprimoramento das pessoas através da riquíssima programação televisiva em nosso país é tão extraordinário, tão fantástico, tão magnífico que ninguém precisaria freqüentar a escola e a universidade nem beber em fontes literárias para enriquecer-se culturalmente.
Basta observar que os espectadores de primeira classe - tidos como os seres mais inteligentes, os super bem informados, os que possuem bom senso crítico - não perdem nenhum programa excepcional televisionado. E um exemplo de programa espetacular de elevadíssimo teor cultural é o Big Brother Brasil (BBB), que este ano chega à sétima edição. Os altos índices de audiência fazem com que programas qualificados desse tipo fiquem no ar por muito tempo. E não é à toa que as novelas fazem tanto sucesso há décadas no Brasil.
O Big Brother é tão importante culturalmente para o povo brasileiro - em sua imensa maioria cidadãos eruditos - que, além do programa diário, em horário nobre, e de outro direcionado a adultos na tevê aberta global, de madrugada, denominado "BBB só para maiores", e de conteúdo exclusivo no pay-per-view da televisão por assinatura e na internet, a TV Globo e suas afiliadas - emissoras/retransmissoras - ainda dedicam espaços abundantes em telejornais e em vários outros programas para falar e mostrar cenas do reality show. Não esquecendo ainda das incontáveis chamadas nos intervalos comerciais convidando o público a assistir o espetáculo e votar - pagando para isso - na eliminação de participantes. Também outras televisões e as demais mídias repercutem esse programa fenomenal. E os inteligentes telespectadores não devem perder as entrevistas dos intelectuais partícipes do BBB, porque os sapientes artistas globais expressam coisas absolutamente relevantes e dão exemplos primorosos para as gentes de todas as idades.
É impressionante como indivíduos não apreciadores da cultura Big Brother não conseguem entender porque os sujeitos extremamente cultos, que não perdem um BBB, por considerá-lo um programa altamente edificante, são contra o presidente da Venezuela, Hugo Chaves, por ele ter feito severas críticas à Rede Globo, acusando-a de ser cupincha dos imperialistas Yanques. Pensam aqueles incultos que o interessante reality show é bobice inútil, e não reconhecem que as TVs brasileiras - que cumprem rigorosamente sua obrigação de prestar um serviço de informação, educação e entretenimento de qualidade - preocupam-se unicamente em produzir conteúdos excelentes e/ou difundir programas de maior valor cultural.
Com o advento da televisão digital haverá melhoria da "telecultura" nacional, e os espectadores intelectualistas adeptos da cultura Big Brother - que se deliciam com os variados reality shows esplêndidos - poderão tirar máximo proveito do supra-sumo televisivo brazuca e aperfeiçoar os seus conhecimentos interagindo com esse e outros programas similares incrementados considerados de bom gosto.
Teria sido burrice da top model loira Gisele Bündchen dizer que não assiste TV porque ao invés de coisas inteligentes e criativas, as emissoras só fazem reality shows? E existem muitas outras pessoas mal alfabetizadas que nunca assistiram ao formidável Big Brother Brasil - que numa tradução livre quer dizer: Bizarro Bacanal Bestial - nem assistem a vários outros programas televisivos igualmente valorosos educativamente, preferindo permanecer alheias a essa cultura popular mundial.
Então, assim como a modelo gaúcha Gisele e tantos outros inalienados, este ignorante escriba também estaria errado em fazer crítica, ironia ou sátira de tão sublimes programas apresentados pelas responsáveis televisoras brasileiras?
Nelson Heinzen,
Itajaí - SC.
[DL, 02/03/2007, p. 17]

Terça-feira, Novembro 14, 2006

Barragem do Semasa


A Prefeitura Municipal de Itajaí e o Serviço Municipal de Água, Saneamento Básico e Infra-estrutura (Semasa) convidaram o público em geral para conhecer as obras da barragem de contenção da salinidade que está sendo construída – com recursos do Governo Federal – no rio Itajaí-Mirim novo (canal), a jusante do ponto de captação de água da estação de tratamento, no bairro São Roque, distando cerca de quinhentos metros a oeste da rodovia federal BR-101. É uma obra de engenharia especializada, de execução complexa e trabalhosa e bastante onerosa. Esperamos que o custo-benefício seja realmente positivo para a sociedade itajaiense.
O prefeito Volnei Morastoni e o diretor do Semasa, Marcelo Sodré, além de técnicos da autarquia municipal e engenheiros da empresa construtora, nos dias 11 e 12 de novembro, apresentaram a obra ao povo presente e deram explicações sobre a estrutura, que terá um sistema de comportas, e sua importância para solucionar o problema da salinidade na água que é fornecida às populações de Itajaí e Navegantes. As autoridades responderam a questionamentos de pessoas que lá estiveram, sobre a barragem e seu impacto ambiental naquela área, sobre os efeitos na água captada depois de concluída a construção, entre outras questões. Quando a barragem estiver pronta outras medidas serão tomadas para melhorar a qualidade da água de consumo, dentre as quais estaria a desativação do ponto de captação no rio Canhanduba, origem principal do mau cheiro da água que chega às nossas torneiras.
Uma das questões mais discutidas no evento de visitação foi o porquê de a água que os consumidores estão recebendo nos últimos tempos estar muito mais salgada. Essa água salobra contendo ainda outras impurezas, que seria imprópria para o consumo humano, imprestável para banho pessoal – inclusive com chuveiros elétricos dando choques e tendo resistências queimadas – e para lavagem de roupas e, até mesmo, inadequada para regar plantas. Pareceu-nos plausível o esclarecimento de Volnei Morastoni, de que a dragagem do rio Itajaí-Açu, para que navios de maior calado pudessem adentrar ao Porto, tivesse como efeito colateral a invasão (ou intrusão?) de maior quantidade de água do mar, independentemente de marés, ressacas, ciclones e outros fenômenos climáticos. Sob qualquer circunstância, a barragem deverá resolver definitivamente o problema da salinidade na água tratada. Demorará alguns meses até que a obra esteja concluída, mas ainda neste ano ela já deverá estar operando parcialmente, possibilitando melhora significativa na qualidade da água servida à população.
Ao falar das importantes ações que o atual Governo Municipal está promovendo no setor de abastecimento de água da cidade, o diretor Marcelo Sodré também deveria lembrar as pessoas de que o sistema de tratamento e distribuição de água de Itajaí, que estava em estado lastimável devido ao desleixamento da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), foi municipalizado pelo Governo anterior, tendo então o Semasa realizado várias melhorias nas estações de tratamento. Poderia até citar aquela malfeita barragem de troncos de eucaliptos plantados na mesma área da atual construção – na gestão do ex-diretor Luiz Carlos Pissetti –, que foi destruída pela primeira enxurrada, resultando só em dinheiro jogado fora.
Depois de pronta, além do estaqueamento e da barreira de proteção contra infiltração e erosão de aço enterrados sob o leito do rio, grande parte da estrutura de concreto da barragem ficará submersa, e não parecerá uma obra tão vultosa quanto será realmente. Deverá ser permitida a passagem de pedestres e ciclistas por sobre a barragem, que poderão ir de um lado do rio para o outro sem que precisem circular pela perigosa BR-101. Segundo Morastoni, a barragem pode se tornar um ponto turístico. Não cremos muito nisso. Mas se a obra, com operação eficiente de suas comportas, cumprir perfeitamente a função para a qual foi projetada já estará de bom tamanho. E a população se dará por satisfeita tendo disponível uma água tratada de primeira qualidade.
Quem esteve na barragem no sábado (11), à tarde, pôde observar que a quase totalidade dos visitantes eram pessoas humildes, que utilizaram o ônibus colocado à disposição pela Prefeitura Municipal para ir até o local. Pelo visto, as pessoas da classe média, que têm dinheiro para comprar água mineral para beber e cozer alimentos, e os ricos, que possivelmente usam água mineral até para manter a higiene pessoal, não estão muito preocupados com a construção da barragem. E do inexistente saneamento básico de nossa cidade eles também não querem saber? Ressalta-se que os ricos consomem mais água per capita. E são eles que mais desrespeitam a legislação e mais destroem o meio ambiente (no site do Semasa consta erroneamente "meio-ambiente", com hífen).
Vez por outra alguém inventa uma nova expressão para se referir a alguma coisa há muito conhecida pelo público geral ou numa linguagem técnica específica. E de repente a mídia inteira passa a empregar a novidade, que muitas vezes acaba se popularizando. A bobagem da hora, que até gentes cultas desconhecem o que seja, chama-se "cunha salina".
Nelson Heinzen,
Itajaí - SC.
[DL, 14/11/2006, p. 19]

Sábado, Outubro 28, 2006

Promiscuidade Política


Estamos vendo neste ano uma das campanhas políticas mais nojentas das últimas décadas. A situação política no Brasil é deplorável. O sistema político-partidário está putrefato. E o povo brasileiro anda frustrado com a classe política. Não existe ideologia. Não existe moral. Não existe ética. No vale-tudo da disputa político-eleitoral vê-se coisas indesejáveis, inimagináveis e inadmissíveis por qualquer cidadão de bem. Não pretendemos, aqui, falar de baixarias, de mentiras, de falsas promessas e nem de ataques ou disparatados golpes baixos de candidatos a adversários. Mas, sim, das relações promíscuas dos politicalhos.
Esperidião Amin (PP) foi eleito governador do Estado duas vezes apoiado por Jorge Konder Bornhausen (PFL). Vilson Kleinubing (PFL) elegeu-se governador com o apoio de Amin. Jandir Bellini (PP) tornou-se prefeito de Itajaí e foi reeleito com o apoio do PFL. Apoiado por Bellini, João Macagnan (PFL) foi derrotado por Volnei Morastoni (PT), prefeito eleito. Seria normal, portanto, o PP (ex-PPR e ex-PPB) e o PFL, partidos de direita (?), concorrerem juntos, haja vista que ambas as siglas originaram-se do PDS - Partido Democrático Social (ex-Arena).
Esquisito foi ver Jorge Bornhausen e sua trupe abandonar a candidata Ângela Amin (PP), e apoiar no segundo turno Paulo Afonso Vieira (PMDB), governador eleito. Alguém saberia dizer a que preço essas meretrizes políticas sem ideologia, sem ética, sem moral venderam-se? O escândalo da emissão de títulos públicos para pagamento de precatórios (escândalo das letras) que levou ao processo de impeachment do governador do PMDB (ex-MDB), explicaria como se arranjou dinheiro para pagar a adesão dessas prostitutas políticas do PFL, que se entregam ora para um, ora para outro. [Os profissionais do sexo certamente exercem sua atividade com muito mais dignidade que os nefastos politicalhos.] Diga-se, todavia, que existe pefelista com coerência política, como o prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinubing, que, contrariando os mandachuvas do PFL, não faz campanha para Luiz Henrique.
E a chamada tríplice aliança (PMDB/PSDB/PFL...) formada nestas eleições pelo Luiz Henrique da Silveira, velha raposa política, é a mais esdrúxula coligação da história de Santa Catarina. Num país sério, o ajuntamento escandaloso de tantos partidos díspares em torno de uma candidatura causaria espanto. Mas no Brasil atual, com tanta sacanagem acontecendo, a libertinagem política tem sido corriqueira. As vagabundas do PFL se entregam de novo ao PMDB de Luiz Henrique a troco de dinheiro (e pode isso?), de cargos e de outras benesses para si e seus companheiros. E Leonel Pavan (PSDB) renunciou a mais de quatro anos de mandato no Senado Federal a troco de quê? Só pela vaga de vice-governador é que não deve ser. Você, cidadão de bem, se abraçaria com traficante, com bandido, com gente mundana só para vencer na vida? O governador-candidato não sabe de nada ou finge que desconhece a má conduta de elementos da sua chapa. Aliás, como é que pode uma coligação de oito partidos ser denominada "tríplice aliança"? Haja imbecilidade! Isso é desrespeito e menosprezo do rufião e das prostitutas de luxo para com os acompanhantes de menor importância.
Todo mundo quer saber de onde o alcoviteiro, quer dizer, o governador, caso reeleito, tirará dinheiro para dar às tantas rameiras políticas que abraçaram sua candidatura. É certo que a promiscuidade entre o governador Luiz Henrique, se reconduzido ao cargo, e essa leva de politiqueiros bandidos custará caro ao povo barriga-verde. Para satisfazer a ganância de todos os abutres políticos - incluso os nanicos derrotados que, por uma vaguinha no covil, aderiram à patota de LHS no segundo turno - desse ajuntamento espúrio e sustentar o bordel do governo de Santa Catarina, o assalto aos cofres públicos terá que ser incomensurável. Mas gostaríamos que a roubalheira não ocorresse e que não fosse necessário mais um processo de impeachment de um governador do PMDB. Caso isso volte a acontecer, quem sofrerá as conseqüências será todo o povo catarinense. Infelizmente, é sobretudo com os votos do eleitores apedeutas que os politicalhos são eleitos e reeleitos.
Os cidadãos barrigas-verdes devem lembrar-se que na eleição passada Luiz Henrique elegeu-se governador com apoios de Luiz Inácio Lula da Silva e de José Fritsch (PT) no segundo turno. Depois das eleições, desconsiderando os votos dos eleitores petistas, o governador deixou o PT catarinense a ver navios. E nestas eleições o governador ingrato tampouco retribui a Lula da Silva o apoio recebido. Dado que, devido à tal da tríplice aliança, que nenhuma pessoa sensata consegue entender, o governador emedebista traidor está fazendo campanha para o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB). Em geral do político ladrão esperar o quê? Mentiras, corrupção, roubalheira, falta de ética. Se reeleito, o governador Luiz Henrique meterá o pé na bunda dos pefelistas, dos tucanos e dos demais apoiadores, como fez com os petistas após a eleição passada? Não é nessa gentalha que devemos confiar.
É bom lembrar ainda aos eleitores petistas que apesar de o PT ter candidato ao governo de Santa Catarina (Fritsch) e à Presidência da República (Lula) nestas eleições, o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, ainda antes de começar a campanha do primeiro turno já declarou apoio a Luiz Henrique, que está com o tucano Alckmin. Existem comentários de que Morastoni estaria trocando de partido. Ele iria para o PMDB? Isso se concretizando, estaria ele traindo todos aqueles eleitores que votaram nele várias vezes, que fizeram-no vereador, deputado estadual e prefeito de Itajaí. Pelo visto, o prefeito vermelhinho seria a mais nova prostituta política catarinense.
Devemos recordar também que Luiz Henrique elegeu-se governador malhando as oligarquias, da qual faz parte, segundo ele mesmo, os seus atuais parceiros do PFL. Como se explica Luiz Henrique ter se ajuntado agora com essa "raça" que não prestava? Quanto o governador LHS estaria pagando para o cacique sem-vergonha do PFL - que escreve artigo em jornal de circulação nacional cobrando a origem do R$ 1,7 milhão do dossiê sobre a Máfia dos Sanguessugas, surgida durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) -, ficar calado e ajudar a acobertar a origem e o destino da fortuna astronômica de R$ 2 milhões em dinheiro vivo apreendida recentemente pela Polícia Federal com Aldo Hey Neto, então assessor da Secretaria da Fazenda de Santa Catarina? Pelo jeito, de uma eleição para outra, os demônios teriam virado santos.
A aliança de politicalhos por toda Santa Catarina esperava eleger facilmente Luiz Henrique no primeiro turno, mas não logrou êxito. Isso mostra que o eleitor catarinense não é tão alienado nem tão bobo quanto eles pensam. Os eleitores espertos sabem que os politiqueiros safados querem o poder a qualquer custo. Depois, o povo que se exploda! O eleitor que detesta enganação, que é contra a corrupção, que não comunga com a conduta dos políticos fisiologistas salafrários que se vendem por dinheiro e por cargos para si e para os seus, haverá de condenar à derrota esse ajuntamento de indivíduos oportunistas sem caráter. Pense direito e veja em que tipo de gente você poderá estar votando.
Você, eleitor sério, quer que o palácio do governo do Estado seja um valhacouto de prostitutas políticas vadias? A você, eleitor honesto, essa gentalha vai continuar enganando? Caro Eleitor! Pense bem antes de decidir em quem votar. Há que se optar pelo melhor administrador, por aquele que tem mais condições de comandar direito o nosso Estado nos próximos quatro anos. Cabe, enfim, ao eleitorado barriga-verde decidir por um futuro melhor para todos nós, escolhendo corretamente o novo governador de Santa Catarina. E todo eleitor, com sabedoria e consciência, haverá de votar certo no dia 29 de outubro.
Nelson Heinzen,
Itajaí - SC.
[DL, 31/10/2006, p. T32]

Domingo, Outubro 15, 2006

Debate Alckmin X Lula


Pelas regras do primeiro debate presidencial do segundo turno destas eleições, realizado pela TV Bandeirantes, em 8 de outubro, com a participação de Geraldo Alckmin (PSDB) e Luíz Inácio Lula da Silva (PT), os candidatos tinham 45 segundos para fazer suas perguntas ao adversário.
O mediador Ricardo Boechat lembrava toda vez ao presidenciável questionante que o tempo para a pergunta era de 45 segundos. Assim, entre essas repetições e explicações das regras do debate a cada bloco, o número 45 foi pronunciado pelo mediador ou mostrado escrito no vídeo pelo menos 24 vezes.
Terá sido mera coincidência, ou a determinação desse tempo de 45 segundos teria algum propósito escuso? Por que o tempo da pergunta não poderia ter sido, por exemplo, de 44, de 46 ou de 55 segundos? Vale lembrar que, apesar da matreirice da cadeira vazia, no debate realizado pela TV Globo, na antevéspera do primeiro turno das eleições deste ano, o tempo para perguntas feitas para candidato à Presidência presente era de um minuto e, para o ausente (?), de 40 segundos.
Para que não paire suspeição sobre os organizadores, as regras de debates políticos não devem conter números coincidentes com o de nenhum candidato concorrente.
A política deve ser tratada com seriedade também pela mídia, se fazendo obrigatória a imparcialidade de quem organiza debates.
Nelson Heinzen,
Itajaí - SC.
[AN, 11/10/2006, p. A2]

Sexta-feira, Setembro 29, 2006

Política Nojenta do Bicho


Quem anda por toda Santa Catarina observa que a organização criminosa do bicho está disseminada estado afora. O jogo do bicho cresce em todas as regiões do estado catarinense. A contravenção aumenta porque o grupo do bicho tem espalhado cada vez mais pontos por todo o território barriga-verde. O incremento da criminalidade é, entre outros motivos, conseqüência da descentralização do bicho por toda Santa Catarina. Há que se interromper o avanço do bicho pelo estado inteiro. É preciso entender que o bicho causa prejuízo a todos. Se faz necessário intensificar o combate ao jogo do bicho. A polícia deve acabar com o problema do jogo do bicho por toda Santa Catarina.
O crime organizado do bicho também opera na política catarinense. Em todas as regiões do estado encontram-se instalados elementos da camarilha do bicho. O grupo do bicho aplica dinheiro do contrabando, do tráfico, da contravenção e de outros negócios criminosos na política. Por toda Santa Catarina tem bandido do bicho atuando na política. Entre uma eleição e outra, muitos delinqüentes do bicho trocam de quadrilha. Os atos criminosos do bando do bicho intensificam-se em período eleitoral. O grupo do bicho também utiliza dinheiro da sonegação, da evasão, da corrupção, do desvio de verbas e de outras falcatruas nas eleições. Esteja certo de que a facção criminosa do bicho é nociva para toda a sociedade barriga-verde. O destino da população catarinense não pode ficar nas mãos do banditismo político do bicho. A polícia deve investigar seriamente a bandidagem, agir com rigor e desbaratar a quadrilha do bicho por toda Santa Catarina.
A organização criminosa do bicho quer uma polícia sucateada, despreparada, sem recursos para caçar bandidos, especialmente os que atuam na política. A certeza da impunidade faz com que a patota do bicho aja livremente, despudoradamente, sistematicamente roubando o dinheiro do povo catarinense. Apesar de tanto banditismo na política, muita genta ainda acredita nas falácias dos quadrilheiros do bicho. Os cidadãos corretos não devem querer a quadrilha do bicho na sua região, na sua cidade, próximo da sua casa. Nenhuma pessoa séria deseja que a facção do bicho continue dominando a política catarinense. A política suja do grupo criminoso do bicho deve ser combatida. Se faz necessário conter a expansão da gangue do bicho pelos quatro cantos do Estado de Santa Catarina. A quadrilha do bicho tem que ser desmantelada e colocada na cadeia. Uma polícia independente, bem equipada e treinada e que agisse de forma descentralizada pegaria as irregularidades do grupo do bicho por toda Santa Catarina.
O crime organizado do bicho quer sempre continuar dominando a política de Santa Catarina. Independentemente de desavenças anteriores, várias quadrilhas do bicho se unem para fortalecer-se e poder derrotar os concorrentes. O grupo criminoso do bicho não tem ética e não está preocupado com o bem-estar do povo, só quer aumentar o seu poder e roubar o dinheiro público. Estamos vendo uma política devastadora da quadrilha do bicho por toda Santa Catarina. Não devemos deixar que a máfia do bicho domine toda a população barriga-verde. O grupo criminoso do bicho não pode seguir imperando no Estado de Santa Catarina. Há que se destronar a quadrilha do bicho do estado catarinense. A "roubança" do bando do bicho não pode continuar. O banditismo político da turma do bicho tem que acabar. A polícia deve combater as ações criminosas da patota de malfeitores do bicho por toda Santa Catarina.
As pessoas de bem estão enojadas da politicagem da corja do bicho por toda Santa Catarina. Existe muita gente digna que quer ver banidos os vigaristas do bicho do território barriga-verde. Pense no que é melhor para o povo de toda Santa Catarina, não entre no jogo do grupo do bicho. A cambada do bicho deve ser derrotada pelos cidadãos honestos barrigas-verdes. Quem pensa direito não dá um voto de confiança à súcia do bicho. Precisamos defenestrar o bando deletério do bicho da política catarinense. Temos que acabar com a política nojenta da facção do bicho por toda Santa Catarina. Ou será que por toda Santa Catarina não tem um cidadão honesto contrário à quadrilha do bicho? A criminalidade praticada pelo grupo do bicho por toda Santa Catarina não é diferente do que acontece por todo o Brasil.
Nelson Heinzen,
Itajaí - SC.
[DL, 28/09/2007, p. 3]

Sexta-feira, Outubro 21, 2005

Referendo 2005


Está sendo promovida a campanha sobre a proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil, e o referendo acontecerá no dia 23 de outubro de 2005. Mas qual seria o verdadeiro motivo da realização dessa consulta popular?
Você, cidadão de bem, acredita que os políticos deste país estão preocupados com a mortalidade dos pobres? Sabe-se que muita gente perde a vida assassinada por arma de fogo. Mas, com certeza, número muito maior de pessoas vai a óbito por falta de atendimento nos hospitais ou morre de fome pelos quatro cantos do país. Os acidentes de trânsito, causados em grande parte por estradas mal conservadas, ceifam mais vidas que os crimes armados.
Se fosse uma coisa importante para a população brasileira em geral muito dificilmente o referendo da proibição do comércio de armas seria realizado. Então, por que os comandantes deste país estão promovendo esse "plebiscito" duvidoso? No palavreado dos que defendem a proibição não encontramos resposta convincente, e nem nas declarações dos contrários. Nos programas do horário eleitoral gratuito na televisão são ditos tantos despautérios quanto os que estamos acostumados a ouvir nas corriqueiras propagandas eleitorais. Até os artistas alienados, que se vendem por algumas moedas, e a mídia hipócrita estão defendendo a proibição como se isso fosse a táboa de salvação. Desarmar a população civil não é a solução. A causa maior da violência e da criminalidade não está nas armas de fogo, mas na escandalosa desigualdade social imperante em nosso país, ocasionada pela exacerbada concentração de renda.
O Brasil está no topo do ranking dos países com maior concentração de renda do mundo. Ou seja, o país é um dos mais probres do planeta. Somos uma nação de oportunidades desiguais. Enquanto uma minoria ínfima apropria-se da fatia maior da renda, o resto da sociedade vive com recursos minguados. Dizem que não há recursos suficientes para resolver os problemas que afligem o povo brasileiro. Mas não falta dinheiro para dar aos capitalistas estrangeiros nem para encher as burras dos banqueiros e dos empresários desonestos e nem para a roubalheira dos políticos. É preciso entender que não existe possibilidade de acabarmos com a miséria sem reduzir os ganhos dos ricos e eliminar a ladroagem. Sem uma política de redução da pobreza, as chances de haver uma guerra civil no Brasil são cada vez maiores.
Nenhuma mudança social significativa acontece sem uma revolução. E não há revolução sem derramamento de sangue. E o povo brasileiro cada vez mais depauperado, mais cedo ou mais tarde, acabará tomando consciência de que só através de uma revolta armada conseguiria reverter a situação catastrófica por que estamos passando. E as elites burguesas, que querem conservar os seus privilégios, sabem disso. Seria por temer uma guerra civil iminente que eles pretendem desarmar a população?
Se a escravatura teria sido abolida no século XIX, por que os tiranos persistem em manter o povo manietado? Não, a escravidão não acabou, apenas mudou de forma. Ao invés dos grilhões, hoje a elite econômica e política utiliza-se dos instrumentos legais para tornar o povo submisso. E o Estatuto do Desarmamento, aprovado em 2003, é um desses artifícios. Dificilmente sairemos dessa situação calamitosa sem passarmos por uma guerra interna. Mas isso poderia ser evitado. Portanto, seria bom que os governantes e os representantes do povo (?) implementassem medidas favoráveis a toda a sociedade antes que o povo seja obrigado a partir para uma ação armada em busca de seus direitos.
Os grandes bandidos tupiniquins não moram em favelas nem vão para a cadeia. Eles vivem em mansões, têm carros de luxo, passeiam de avião, possuem bens e contas bancárias milionárias no exterior, dispõem de guarda-costas armados – e vão continuar com seguranças privados mesmo que a comercialização de armas venha a ser proibida. Os maiores criminosos deste país não usam armas de fogo para aniquilar o povo sofrido. Eles usam a política, manipulam as leis e utilizam-se dos poderes constituídos para explorar cada vez mais a população.
Os políticos todos os dias criam leis e mais leis que servem sobretudo aos interesses próprios e dos seus e dos que financiam suas campanhas eleitorais, do que para beneficiar a todos os cidadãos brasileiros, sem preocuparem-se com a opinião da população. Se a vontade do povo geralmente não é respeitada, por que haveria, então, a necessidade de realizar esse referendo ridículo? Resposta: só para fazer de conta que teria sido o povo - que é sempre ludibriado pelos politiqueiros e pela mídia vendida - quem teria dicidido pela proibição do comércio de armas de fogo no Brasil.
Alguém saberia dizer que utilidade teve o plebiscito sobre a forma de governo, realizado em 1993, que resultou na manutenção do presidencialismo? Mesmo que a escolha tivesse sido outra o pobre povo brasileiro não seria benificiado em nada. Pra que tanta enganação. Com o dinheiro que está sendo gasto inutilmente na campanha pelo "desarmamento" seria possível construir dezenas de milhares de casas populares. Mas quem se importa com os miseráveis que não têm onde morar, não é mesmo?
Ao invés de avanço da liberdade, estamos vendo mais um retrocesso. Querem tirar do cidadão o direito de decidir livremente sobre o que deve ou não fazer da sua vida. Você, caro eleitor, deve refletir bem antes de resolver se quer ou não que o comércio de armas de fogo e munição seja proibido no Brasil. Os eleitores conscientes e que entendem a verdadeira razão desse referendo ilusório – o primeiro a ser realizado em nossa pátria – certamente saberão dar, nas urnas, a resposta correta à essa farsa.
Por que não fazer um referendo com a seguinte questão: Deve ser instituída a pena de morte para os banqueiros, os empresários e os políticos ladrões no Brasil? Sem dúvida a pena capital seria aprovada pela maioria esmagadora dos eleitores brasileiros.
Nelson Heinzen,
Itajaí - SC.

Sábado, Outubro 15, 2005

VOTO LIVRE!!!


“Liberdade! Liberdade! / Abre as asas sobre nós”. Sempre é bom lembrar que o clamor por liberdade está expresso nesses versos do Hino da Proclamação da República e noutros deste e dos hinos da Independência e Nacional Brasileiro. Mas os grupos dominantes do País fazem questão de ignorar esses e outros manifestos populares porque não querem o povo livre. Na contracorrente dos ideais democráticos, os politicalhos tudo fazem para que a população tupiniquim permaneça manietada, dependente, alienada. E muita gente não se dá conta disso. Liberdade e igualdade são valores fundamentais do regime democrático. Todavia, vive o Brasil sob uma democracia restritiva, em que à maioria da população não é dado o direito à dignidade, ao exercício pleno da cidadania. Sem a tão decantada liberdade não teremos, de fato, um regime político-democrático.
Em nosso País – que tem uma das maiores senão a maior concentração de renda do mundo, razão da exacerbada injustiça social, com milhões de miseráveis passando fome – ainda impera uma legislação retrógrada, que cerceia a liberdade do povo. É o caso, por exemplo, do alistamento eleitoral e o voto obrigatórios (art. 14, § 1.°, da Constituição Federal). Esse dispositivo opõe-se aos princípios básicos da democracia, dado que tolhe o cidadão-eleitor do exercício do direito de voto livre. Não obstante a Carta Magna dizer que “constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil construir uma sociedade livre, justa e solidária” (art. 3.°, idem). Onde não há liberdade política perfeita nem condições igualitárias, inexiste a verdadeira democracia.
Apesar da obrigatoriedade, a cada eleição milhões de brasileiros têm deixado de cumprir o dever (?) cívico de votar. Os abstencionistas acabam, depois, sendo anistiados pela Justiça Eleitoral, pela incapacidade do Estado em apená-los. E os eleitores que votam em branco ou anulam o seu voto, que em sua maioria só vão às urnas por temer sanções penais e civis, nem deveriam sair de casa em dia de eleição, exceto se essas formas de manifestação pudessem servir para cancelar pleito viciado – com eleição certa de candidato repugnante imposto pelas elites nacionais ou por imperialistas estrangeiros –, o que, infelizmente, os legisladores trataram de impossibilitar. E muito eleitor que sufraga algum candidato só vai às urnas porque é obrigado ou porque recebe valor pecuniário, bem material ou qualquer outra vantagem ou promessa de benefício do destinatário do voto. Indivíduos economicamente dependentes não valorizam o seu voto nem têm consciência da sua importância. O comparecimento de eleitor coagido e, sobretudo, de sujeito corrompido às urnas, ao invés de reforçar a democracia, indubitavelmente só acarreta prejuízo à Nação.
O voto compulsório favorece a eleição de candidatos demagogos, sorrateiros, oportunistas, dentre outros politiqueiros. Portanto, o voto obrigatório, que possibilita a persuasão do eleitor pelo poder econômico, deveria, aliás, deve ser suprimido do sistema eleitoral brasileiro. Vale ressaltar que a prática do voto livre já acontece em muitos outros países. Votando livremente o eleitorado teria maior chance de tomar decisões mais acertadas na hora de votar, de sufragar nomes mais qualificados para governar o País, os Estados, os Municípios, ou para representá-lo no Congresso Nacional, nas Assembléias Legislativas, nas Câmaras Municipais.
O povo brasileiro não pode permanecer eternamente subjugado pela classe política dominante. A soberania popular tem no voto uma de suas formas de manifestação. Mas se a população está descontente com os representantes-governantes e/ou com as normas do Sistema, seu protesto não pode ficar restrito à abstenção ou à invalidação do voto nas urnas. Se os cidadãos indignados não se manifestam publicamente, não demonstram claramente seu desejo de liberdade e igualdade, seja nas ruas ou através da mídia, as elites dirigentes dificilmente farão alguma coisa para realizar os objetivos da democracia.
Além de melhor distribuição da renda nacional, fator fundamental para produzir eqüidade, a evolução do País depende ainda da modernização do sistema eleitoral. Uma reforma política substancial é absolutissimamente imprescindível. Ao invés de satisfazer interesses próprios, dos seus e dos financiadores de campanhas eleitorais, os parlamentares – que são ou que, pelo menos, deveriam ser os representantes do povo –, têm a obrigação de defender o interesse nacional. Há que se considerar, antes de tudo, que nós brasileiros temos direito a uma democracia ampla, geral e irrestrita.
O dever imposto de votar não é direito. O voto deve ser expressão de uma decisão exclusivamente pessoal do cidadão. E o exercício do direito do voto só acontece quando o eleitor comparece às urnas por sua livre e espontânea vontade, não porque é obrigado. A participação ativa do cidadão-eleitor votando com liberdade e responsabilidade é que é essencial à vida da sociedade. Abaixo o voto obrigatório! Todo cidadão patriota quer exercitar o direito político de votar livremente. Para isso, deve o eleitor ter a faculdade legal de votar ou de não votar. E a livre manifestação da vontade do eleitor só poderá acontecer quando tivermos o voto facultativo – o voto livre – no Brasil. Só assim, o cidadão brasileiro poderá gozar plenamente a cidadania e exercer, de fato, o direito de votar. Além de estar consciente do significado e da importância do voto e do ato de votar, o povo deve saber que não há democracia absoluta sem voto livre.
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
[DL, 19/12/2002, p. 8]

Sexta-feira, Outubro 14, 2005

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